Blumenau, uma das cinco cidades do Vale Europeu no sul do Brasil

21/07/2010 Sem Comentários

A Europa mais perto no sul do Brasil. Assim como Pomerode, Blumenau também faz parte do Vale Europeu, além de Indaial, Brusque e Ibirama. Para quem visita Blumenau basta uma volta pela cidade para notar todas as influências europeias na arquitetura. E, mais, toda a influência alemã, já conhecida, e a tradição italiana também estão presentes em alguns locais.

A capital do chope e cervejas

os meses de inverno podemos dizer que é a época certa para visitar Blumenau. Parece que tudo se encaixa. O frio, junto com a arquitetura relembram as cidades europeias. As casas em estilo enxaimel (com tijolos sem reboco e traves de madeira) são vistas em todo canto, assim como os jardins floridos. Além disso, o hábito de beber chope e a gastronomia são outros aspectos marcantes de Blumenau.

Um rápido passeio pelo centro é obrigatório para quem estiver na cidade, principalmente nos arredores da principal rua, a XV de Novembro, onde acontecem os desfiles da Oktoberfest e concentra-se boa parte do comércio.

Uma dica é iniciar a caminhada pelo Biergarten (jardim da cerveja), que fica no início da rua. Lá também fica o Museu da Cerveja, onde estão expostas peças que pertenceram à antiga cervejaria Feldmann. Há também painéis e diversos utensílios que contam a história e explicam o processo de fabricação da bebida.
Ainda na XV de Novembro, a Matriz, uma edificação moderna e sem estátuas, difere dos tradicionais templos católicos. Para conhecer uma igreja mais típica da colonização alemã o ideal é procurar a luterana, na esquina da alameda Duque de Caxias com a Amazonas.

Nos bares e restaurantes da cidade a dica é pedir o chope Eisenbahn, produzido pela principal cervejaria artesanal de Blumenau, a Sudbrack, que procura retomar a tradição local de fabricação de cerveja. Quem não bebe álcool pode pedir a laranjinha, refrigerante típico da região.

A Sudbrack produz uma linha de cervejas especiais sem aditivos. A bebida é fabricada apenas com cevada, lúpulo, fermento, água e malte (no caso da cerveja escura), respeitando a Lei Alemã da Pureza de 1516. Essa lei, promulgada na Baviera, proíbe o uso de cereais adjuntos, como milho e arroz, e de produtos como estabilizantes e antioxidantes, usados nas grandes cervejarias.

A marca Eisenbahn apresenta quatro tipos de cerveja: pilsen (mais leve e a mais consumida no Brasil), pale ale (com alta fermentação), weitzbier (tradicional cerveja de trigo do sul da Alemanha) e a dunkel (escurecida com malte, sem o uso de caramelo ou corantes). Foi lançada há pouco tempo, uma cerveja pilsen feita com matéria-prima orgânica (sem agrotóxicos).

Roteiro Cervejarias Artesanais
Um dos costumes trazidos da Europa para Blumenau foi a fabricação de cerveja. Na Blumenau antiga, mais de 20 cervejarias artesanais respondiam pela produção caseira, abastecendo eventos desde bailes e festas familiares. Aos poucos as grandes empresas foram tomando conta do mercado local. Mas o apego às tradições e à cultura dos antepassados fez a cidade reaver seus valores e novas cervejarias surgiram com força na região, conquistando imediatamente o público pela qualidade. Todas seguem a Lei Alemã da Pureza, que limita em quatro os ingredientes utilizados na produção de cerveja. Essa lei está em vigor até hoje na Alemanha. Hoje, as cervejarias estão cada vez mais integradas com o turismo e a cultura da região. Para os apreciadores de uma boa cerveja, ou mesmo curiosos quanto à sua fabricação, a dica é um passeio nas empresas. O roteiro das cervejarias artesanais compreende a visita às Bierland, Borck, Das Bier, Eisenbahn, Heimat, Schornstein e ZeHn Bier.

A Oktoberfest
Inspirada na Oktoberfest de Munique, a versão blumenauense nasceu da vontade do povo em expressar seu amor pela vida e pelas tradições germânicas. Sua primeira edição foi realizada em 1984. Consagrada como a segunda maior festa alemã do mundo, a Oktoberfest é a confraternização de gente de todas as partes. Ela nasceu inspirada na maior festa da cerveja do mundo, a Oktoberfest de Munique, na Alemanha, que deu seus primeiros passos em 1810, no casamento do Rei Luis I da Baviera com a Princesa Tereza da Saxônia. Em Blumenau, a Oktoberfest está na alma do povo, faz parte da história de cada um. Por isso outubro é um mês especial. São 18 dias de festa, em que os blumenauenses se integram com visitantes de todo o Brasil e do exterior. E não há quem não se encante com os desfiles, com a participação dos clubes de caça e tiro ou com a apresentação dos grupos folclóricos. A Oktoberfest de Blumenau ostenta um número admirável: em suas 26 edições mais de 17 milhões de pessoas passaram pelo Parque Vila Germânica. Isto significa que um público superior a 700 mil pessoas, em média, por ano, participou da festa desde a sua criação. O segredo para este sucesso é simples: a Oktoberfest de Blumenau é um produto que se mantém autêntico, preservando as tradições alemãs trazidas pelos colonizadores há 160 anos. E são as belezas desses traços que conquistaram o país inteiro. À noite, é no Parque Vila Germânica que todos se encontram e fazem da Oktoberfest um acontecimento incomparável. Todas as tradições alemãs afloram na sua máxima expressão, através da música, da dança, dos belos trajes, da refinada culinária típica e do saboroso chopp. A cordialidade do povo, a paz e a beleza da cidade também tornam a festa inesquecível.

A maior festa alemã das Américas
A Oktoberfest teve sua primeira edição em 1984 e logo demonstrou que seria um evento para entrar na história. Em apenas 10 dias de festa, 102 mil pessoas foram ao, então Pavilhão A da Proeb, número que na ocasião representava mais da metade da população da cidade. O consumo de chopp foi de quase um litro por pessoa. No ano seguinte, a festa despertou o interesse de comunidades vizinhas e de outras cidades do país. O evento passou, então, a ser realizado em dois pavilhões. O sucesso da Oktoberfest consolidou-se na terceira edição e tornou-se necessário a construção de mais um pavilhão e a utilização do ginásio de esportes Sebastião da Cruz -- o Galegão -- para abrigar os turistas vindos de várias partes do Brasil, principalmente da região Sudeste, e também de países vizinhos. O evento acabou fazendo de Blumenau o principal destino turístico de Santa Catarina no mês de outubro. Mas, para quem não sabe, a Oktoberfest não é só cerveja. É folclore, memória e tradição. Durante 18 dias de festa os blumenauenses mostram para todo o Brasil a sua riqueza cultural, revelada pelo amor à música, à dança e à gastronomia típica, que preservam os costumes dos antepassados vindos da Alemanha para formar colônias na região Sul. A cultura germânica o turista confere pela qualidade da festa, dos serviços oferecidos, através de sociedades esportivas, recreativas e culturais, dos clubes de caça e tiro e dos grupos de danças folclóricas. Todos eles dão um colorido especial ao evento, nas apresentações, nos desfiles pelo centro da cidade e nos pavilhões da festa por onde circulam, animando os turistas e ostentando, orgulhosos, os seus trajes típicos. É por essa característica que a festa blumenauense, versão consagrada da Oktoberfest de Munique, transformou-se, a partir de 1988, numa promoção que reúne mais de 600 mil pessoas. E foi, também, a partir dela que outras festas surgiram em Santa Catarina, tendo a promoção de Blumenau como carro-chefe, fato que acabou por tornar o território catarinense no caminho preferido dos turistas no mês de outubro.

A história começou há quase 200 anos na Baviera
A Oktoberfest de Blumenau, que em apenas uma década se tornou uma das festas mais populares do Brasil, foi inspirada na festa homônima alemã, que teve origem em 1810 em Munique. Tudo começou em 12 de outubro de 1810, quando o Rei Luis I, mais tarde Rei da Baviera, casou-se com a Princesa Tereza da Saxônia e para festejar o enlace organizou uma corrida de cavalos. O sucesso foi tanto, que a festa passou a ser realizada todos os anos com a participação do povo da região. Em homenagem à princesa, o local foi batizado com o nome de Gramado de Tereza. A festa ganhou uma nova dimensão em 1840, quando chegou a Munique o primeiro trem transportando visitantes para o evento. Passaram a ser montadas barracas e promovidas várias atrações. Neste local apareceram também os primeiros fotógrafos alemães, que ali encontraram um excelente ambiente para fazerem suas exposições. A cerveja, proibida desde os primeiros anos, só começaria a ser servida em 1918. Logo depois, os caricaturistas já retratavam a luta pelos copos cheios de cerveja e pela primeira vez pode-se apreciar nas telas dos cinemas a festa das mil atrações. Por conseqüência das guerras e pela epidemia de cólera, a Oktoberfest deixou de realizar-se 25 vezes. De 1945 até hoje, aconteceu ininterruptamente. Atualmente, a Oktoberfest de Munique recebe anualmente um público de quase 10 milhões de pessoas. O consumo de cerveja chega a 7 milhões de litros.

Blumenau está cheia de cantos e encantos. Venha nos visitar.

Fonte: Jornal da Orla e Oktoberfestblumenau

Regionais

Sobre o Autor

The author didnt add any Information to his profile yet
Comentário Bloqueado.
x